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Flamengo vai ao STF defender as bets e diz que pode perder R$ 430 milhões por ano

Resposta rápidaNa audiência do STF de 3 de novembro de 2026, Flamengo e Fluminense defenderam o mercado de apostas. O Flamengo estimou perder cerca de R$ 430 milhões por ano. O relator, ministro Luiz Fux, se declarou favorável à proibição. A decisão ainda não saiu, e a medida provisória que proíbe as apostas de quota fixa segue valendo.
Neste artigoO que o Flamengo disseO que disseram os outros clubesO que disse o relatorO que vale hojePerguntas frequentesFontes

Os clubes de futebol levaram ao Supremo Tribunal Federal a defesa das bets. Na audiência pública de 3 de novembro de 2026, o Flamengo foi o primeiro clube a falar e disse que a proibição pode custar cerca de R$ 430 milhões por ano.

A audiência foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator das ações contra a Medida Provisória 1.394/2026, que proíbe as apostas de quota fixa no país. Entre as ações está a ADI 8027, da Associação Nacional de Jogos e Loterias.

O que o Flamengo disse

Quem falou pelo clube foi o vice-presidente geral, Flávio Willeman. Segundo a cobertura da audiência, ele estimou a perda em cerca de R$ 430 milhões por ano, somando futebol e esportes olímpicos, e citou mais de 1.200 empregados que poderiam ser afetados. Disse ainda que o clube planejou as finanças dos próximos quatro ou cinco anos com contratos firmados sob a regra anterior.

Pela transcrição publicada pelo Coluna do Fla, o dirigente também pediu que o governo não escolha a saída mais fácil, a revogação total. O valor é uma estimativa do próprio Flamengo, e não um prejuízo já confirmado.

O que disseram os outros clubes

O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, defendeu o retorno do mercado de apostas. Segundo a Tribuna do Sertão, ele afirmou que o clube perderá R$ 200 milhões de receita em um ano. O NC News registra que ele reconheceu o problema do vício e do endividamento.

Ainda segundo o NC News, São Paulo e Botafogo alertaram para o risco de um mercado clandestino e para a fiscalização, enquanto o Corinthians defendeu prevenção, conscientização e controle das plataformas.

O que disse o relator

Na abertura, o ministro Luiz Fux se declarou favorável à proibição das plataformas, citando danos sociais e econômicos e a ludopatia. Ele disse que a audiência serve para reunir informações e que os argumentos ainda serão avaliados pela Corte.

O governo defende manter a proibição para proteger o consumidor e reduzir o endividamento. O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, falou nesse sentido na mesma audiência.

O que vale hoje

Não houve decisão. Enquanto o STF não julgar e o Congresso não votar a medida provisória, a proibição das apostas de quota fixa continua em vigor.

Quem tem problema com uma plataforma, como cobrança indevida ou saque bloqueado, pode registrar reclamação no Procon e no Consumidor.gov.br. O serviço só recebe queixas contra empresas cadastradas e exige conta gov.br. Guarde comprovantes, prints e as conversas com o atendimento.

Perguntas frequentes

O que o Flamengo defendeu no STF?

O vice-presidente geral, Flávio Willeman, falou pelo clube na audiência de 3 de novembro e criticou a medida provisória que proíbe as apostas de quota fixa.

Quanto o Flamengo disse que pode perder?

O clube estimou uma queda de cerca de R$ 430 milhões por ano em receitas do futebol e dos esportes olímpicos, e citou mais de 1.200 empregados que poderiam ser afetados. É uma estimativa do próprio clube, não um prejuízo confirmado.

O STF já decidiu se as bets voltam?

Não. A audiência serve para reunir informações. Enquanto não houver decisão do tribunal nem mudança no Congresso, a medida provisória continua valendo.

O que o Fluminense pediu?

O presidente, Mattheus Montenegro, defendeu o retorno do mercado de apostas e, segundo a Tribuna do Sertão, disse que o clube perderá R$ 200 milhões de receita em um ano.

Quem tem problema com uma plataforma de apostas pode reclamar onde?

No Procon e no Consumidor.gov.br, que só recebe queixas contra empresas cadastradas e exige conta gov.br. Guarde comprovantes, prints e conversas com o atendimento.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 3 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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