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Moradores de Irajá e clientes sem água: Procon-RJ dá 72 horas para a Águas do Rio se explicar

Resposta rápidaA Secretaria de Defesa do Consumidor do Rio (Sedcon) e o Procon-RJ notificaram a Águas do Rio para explicar, em 72 horas, o rompimento de uma tubulação de grande porte em Irajá, na madrugada de 2 de novembro de 2026. A água alagou 12 imóveis e afetou o abastecimento de cerca de 25 bairros. A empresa terá de dizer como vai indenizar as famílias e se dará abatimento nas contas.
Neste artigoO que aconteceu em IrajáA notificação do Procon-RJO que a Águas do Rio disseO que diz a lei para quem foi atingidoO que fazer agoraPerguntas frequentesFontes

O que aconteceu em Irajá

Uma tubulação de grande porte da Águas do Rio rompeu por volta de 1h30 da madrugada de segunda-feira, 2 de novembro de 2026, na comunidade Rio do Ouro, em Irajá, na Zona Norte do Rio. A força da água destruiu paredes, móveis e eletrodomésticos.

Doze imóveis foram alagados. Segundo a Defesa Civil Municipal, citada pelo Diário do Rio, seis deles foram totalmente interditados. Famílias tiveram de deixar as casas às pressas. O rompimento também afetou o abastecimento em cerca de 25 bairros da Zona Norte.

A notificação do Procon-RJ

A Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e o Procon-RJ notificaram a concessionária. O prazo para resposta é de 72 horas a partir do recebimento. A lista de perguntas é longa, e algumas interessam diretamente a quem foi prejudicado:

  • o que causou o rompimento, com documentos;
  • o histórico de inspeções e manutenções do trecho nos últimos 24 meses;
  • as medidas emergenciais e o que será feito para evitar novos casos;
  • a assistência às famílias, como hospedagem temporária, alimentação, limpeza e reposição de bens;
  • como o consumidor pede ressarcimento e quais critérios serão usados para avaliar os danos;
  • quais bairros ficaram sem água, por quanto tempo, e o que foi feito para reduzir o transtorno;
  • se haverá abatimento proporcional nas faturas;
  • desde quando a empresa sabia que havia casas sobre a tubulação e que inspeções fez antes do acidente.

Se a empresa não responder ou omitir informações, pode sofrer sanções administrativas, incluindo multa. O secretário Rogério Pimenta afirmou que é "inadmissível que famílias sejam surpreendidas dentro de suas próprias casas".

O que a Águas do Rio disse

A concessionária informou que concluiu o reparo na manhã de quarta-feira, 4 de novembro, e que equipes de responsabilidade social foram atender os moradores e levantar os danos. A empresa afirmou que parte das casas estava construída sobre a tubulação, em área não edificável, e que a remoção foi necessária para o conserto.

Segundo o Diário do Rio, o abastecimento começou a ser restabelecido, e a normalização pode ocorrer de forma gradual, após a manutenção anual do Sistema Guandu. A reportagem não informa data para a normalização completa.

O que diz a lei para quem foi atingido

Duas regras do Código de Defesa do Consumidor ajudam a entender a situação.

A primeira é o art. 22. Concessionárias de serviço público são obrigadas a fornecer serviço adequado, eficiente, seguro e, quando o serviço é essencial, contínuo. Se descumprem, devem reparar os danos.

A segunda trata do acidente. Pelo art. 14, quem presta o serviço responde pelos danos causados por defeito na prestação, sem que a vítima precise provar culpa. O art. 17 equipara ao consumidor todas as vítimas do evento, mesmo quem não era cliente.

A alegação de que as casas estavam em área não edificável pode entrar na discussão sobre responsabilidade. Por isso o Procon perguntou desde quando a empresa sabia da ocupação. A resposta ainda não foi divulgada.

O que fazer agora

Quem teve prejuízo deve fotografar os danos, guardar notas de compra dos bens perdidos e anotar todos os protocolos de atendimento. Quem só ficou sem água deve guardar a conta do mês para conferir se o abatimento, caso anunciado, aparece na fatura. Veja também como reclamar em cada canal.

Perguntas frequentes

O que a Águas do Rio precisa responder?

As causas do rompimento, o histórico de inspeções e manutenções dos últimos 24 meses, a assistência às famílias, os critérios de ressarcimento e se haverá abatimento proporcional nas faturas, entre outros pontos.

O que acontece se a empresa não responder?

Segundo a notificação divulgada, a falta de resposta ou a omissão de informações pode levar a sanções administrativas, inclusive multa.

Quem ficou sem água terá desconto na conta?

Ainda não se sabe. O Procon-RJ perguntou se haverá abatimento proporcional nas faturas, mas a empresa não tinha divulgado resposta até 4 de novembro de 2026.

Quem teve a casa atingida pode pedir indenização?

O CDC diz que o prestador de serviço responde pelos danos causados por defeito na prestação, sem depender de culpa, e equipara ao consumidor todas as vítimas do evento. A empresa alega que parte das casas estava sobre a tubulação, e o Procon-RJ perguntou desde quando ela sabia da ocupação.

O abastecimento já voltou?

A empresa informou ter concluído o reparo na manhã de 4 de novembro. Segundo o Diário do Rio, a normalização pode ser gradual, após a manutenção anual do Sistema Guandu.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 4 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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